Ironia do destino: quando jovem, Bruno defendeu time de penitenciária

sábado, 10 de julho de 2010

Destaque de escolinha aos 16 anos, goleiro fez parte de equipe de funcionários do presídio José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves


Em 2000, quando viu o talento precoce o colocar, com apenas 16 anos, em uma equipe que em sua maioria era formada por jogadores adultos, Bruno não tinha noção da peça que estava sendo pregada pelo destino em sua vida. Revelação da Escolinha de Futebol Palmeiras, o goleiro foi convidado para defender em algumas oportunidades a Associação de Funcionários da Penitenciária José Maria Alckmin, em Ribeirão das Neves, cidade onde nasceu.


Nos dez anos seguintes, Bruno cresceu, se profissionalizou e virou “o melhor goleiro do Brasil” para a torcida do Flamengo. Trocou o papel de promessa pelo de ídolo. Sonhou até mesmo com a seleção brasileira. Defendeu também Atlético-MG e Corinthians, e voltou a Minas Gerais. Voltou a vestir, nesta sexta-feira, o uniforme de uma penitenciária, a Nelson Hungria, em Nova Contagem. Só que dessa vez não como convidado, mas como acusado do desaparecimento da ex-amante, Eliza Samúdio, em um caso que envolve relatos estarrecedores e suspeita de assassinato.


Responsável pela primeira passagem de Bruno pela penitenciária, Edson Alves, o “Fera”, primeiro técnico de Bruno, lamenta a infeliz coincidência e torce para que o pupilo consiga mudar o destino.


- Nesse time tinha também fisioterapeuta, secretário de saúde, agente penitenciário, médico... Era o time a Associação Esportiva Funcionários da Penitenciária, onde jogavam os filhos e funcionários. Além dos jovens que se destacavam na cidade. Com certeza é uma ironia do destino. Só espero que esse não seja o destino dele.


Veja a matéria completa no globoesporte | Foto: Cahê Mota / Reprodução


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